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PLANO ESTRATÉGICO: ENTRE O MUNDO IDEAL E A VIDA REAL

PLANO ESTRATÉGICO: ENTRE O MUNDO IDEAL E A VIDA REAL

Devido às suas diferentes abordagens, as escolas da estratégia discutem continuamente os conceitos de estratégia empresarial. Não existe uma definição única e consolidada sobre este tema.

Apesar dos cursos para executivos abordarem as práticas das estratégias, os executivos não costumam seguir uma linha específica e adotam partes delas ao mesmo tempo.

Eles privilegiam a utilidade prática sobre a coerência teórica. Apesar da maturidade da prática formal do planejamento estratégico, renomadas empresas enfrentam dificuldades, que parecem ter sua origem nos processos decisórios adotados nas escolhas estratégicas. A história mostra que os processos decisórios estruturados com metodologias de apoio à decisão apresentam melhores resultados que os processos desestruturados.

Ainda assim, o plano estratégico, por mais bem feito que pareça, não é garantia de sucesso. Grandes corporações que nunca deixaram de ter planos estratégicos quase perfeitos enfrentaram dificuldades, como é o caso do maior banco dos Estados Unidos, o J.P. Morgan Chase. Recentemente, a instituição financeira anunciou um prejuízo-surpresa de US$ 2 bilhões, mesmo sendo o seu presidente (James Dimon), considerado o mais prudente líder de Wall Street. Outro exemplo é a BP – Beyond Petroleum (antiga British Petroleum), que foi pioneira em construir a imagem de empresa petrolífera preocupada com sustentabilidade ao investir US$ 200 milhões em relações públicas, a partir de julho de 2000. Mas, em 2010, a companhia gerou um vazamento de petróleo de grande impacto ambiental. Afinal, o que está em xeque nesse caso é a própria filosofia do planejamento estratégico?

Segundo o autor, um ambiente confiável é fundamental para gerar respostas assertivas e ágeis, além de construir processos decisórios estruturados, que facilitam a transparência nas decisões estratégicas.

Autor: Roberto Camanho
Texto publicado na Revista da ESPM – Setembro / Outubro – 2012.

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