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Comunicação Escrita para Tribunais

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Sobre o treinamento

“Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer.”
Scott Fitzgerald (1896 – 1940)
Os padrões acerca do que seja um bom texto não são estáticos e tendem a evoluir, em função da tecnologia da informação e das práticas exitosas adotadas por outras organizações. Para atingir os objetivos, deve-se atentar para o ponto de vista dos leitores, de modo a tornar os textos gerados pelos Tribunais acessíveis e úteis à sociedade.
Para a elaboração deste trabalho, foram consideradas as seguintes premissas:
a. o crescimento avassalador da informática modificou radicalmente os conceitos de tempo, espaço, sigilo e confidencialidade;
b. a escrita passa por profundas transformações, resultantes das demandas de um público amplo, diversificado e cada vez mais exigente;
c. todos se ressentem da absoluta falta de tempo. Não há mais espaço para leitura de tratados intrincados e volumosos;
d. profundidade, pertinência, substância e amplo domínio do assunto são virtudes valorizadas e apreciadas. O problema reside na forma como esses conceitos serão transmitidos ao leitor;
e. a padronização de linguagem na comunicação escrita dos Tribunais se faz necessária, uma vez que a ausência de normas de uso impede a organização, a uniformidade e a visão institucional dos trabalhos.
Serviram como referencial teórico a literatura especializada (normas ABNT, Manual de Redação da Presidência da República, Manual de Padronização de Textos do STJ, Manual de Padronização dos Atos Oficiais Administrativos do TSE, Manual de Redação do TCEES – de autoria do Consultor – e Manual de Redação Oficial do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro, entre outros) além das experiências descritas por organismos de auditoria e controle, tais como o Tribunal de Contas da União. Com este curso, deseja-se contribuir para o alcance de um dos maiores objetivos dos servidores, quando da elaboração de seus trabalhos: a consonância entre os atos administrativos gerados pelos Tribunais e os anseios da sociedade.
Por fim, espera-se que as experiências descritas neste trabalho sirvam não apenas como referencial teórico, mas, sobretudo, como instrumento válido para a consolidação de práticas inovadoras, abrindo espaço para a reestruturação e a modernização institucional, em conformidade com a dimensão do
momento de grandes transformações que estamos vivendo.

Proporcionar a aquisição de informações, capazes de levar os servidores a
· conhecer novas técnicas redacionais, visando atender plenamente às necessidades informacionais do leitor quanto à clareza, à pertinência e a praticidade das informações a serem prestadas;
· eliminar vícios de linguagem, capazes de provocar “ruídos” no processo comunicativo e atuar negativamente sobre a qualidade da informação;
· imprimir coesão, coerência, clareza e concisão na estruturação dos conteúdos a serem produzidos;
· melhorar o padrão de clareza e legibilidade e obter significativas melhorias na performance comunicativa, em especial no que tange à elaboração de ofícios, relatórios, portarias, normas, pareceres e textos afins;
· padronizar a redação do Tribunal, em consonância com a Diretiva 3 da ISO (ABNT), as diretrizes técnicas do TCU e as orientações dos Manuais de Redação da Presidência da República, do TSE, do STJ e do TCEES.
· produzir resultados com qualidade e tempestividade, mediante a racionalização dos controles e a eliminação do excesso de burocracia, que engessa o fluxo normal das atividades, provoca retrabalho e prejudica a correta prestação dos serviços.
· usar a tecnologia da informação como recurso estratégico para alcançar melhores resultados e atender às expectativas do leitor, relativamente à eficiência e praticidade das informações a serem prestadas.

Conteúdo Programático

ESTRUTURANDO OS CONTEÚDOS
·Como substituir termos genéricos por outros de conteúdo específico;
·Como saber extrair o essencial e produzir bons resumos executivos;
·Como alcançar a precisão vocabular com base em uma leitura contextual;
·Como imprimir ao texto coesão e coerência;
·Como trabalhar a macroestrutura do texto argumentativo.

COMUNICANDO COM TRANSPARÊNCIA
·Como dirigir o fluxo de informações para as necessidades informacionais do leitor;
·Como adequar conteúdos técnicos a diferentes públicos-alvo;
·Como explicitar objetivamente propostas, reflexões e posicionamentos críticos de interesse
dos Tribunais.

DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE TEXTOS
·O princípio da impessoalidade;
·Jargões burocráticos -> Como evitá-los;
·Clareza -> Como obtê-la;
·Homogeneidade, especificidade e concisão;
·Funcionalidade e pertinência;
·A estrutura deve, pode, convém;
·Ordenamento das palavras na frase e vozes verbais;
·Como evitar ambiguidades e utilizar com propriedade o paralelismo.

NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE TEXTOS
·Formatação e diagramação dos documentos;
·Grafia de datas e horas;
·Abreviaturas e siglas;
·Expressões matemáticas e valores numéricos;
·Maiúsculas e minúsculas;
·Legislação -> leis, parágrafos, incisos, alíneas e itens;

REGRAS DE OURO
·Seções e subseções;
·Apêndices e anexos;
·Citações -> citação direta e indireta, citação de citação, citação de legislação e jurisprudência;
·Enumerações e notas de rodapé;

A REDAÇÃO OFICIAL
·O memorando, a comunicação interna, o e-mail e o ofício: padrões de uso;
·Orientações do Manual de Redação da Presidência da República, do Manual de Padronização de atos
administrativos (TSE) e do Manual de Padronização de textos (STJ)
·Ética na correspondência e princípios norteadores da Redação Oficial

APRESENTAÇÃO DO TEXTO TÉCNICO
·Apresentação de dados;
·Regras gerais para o uso das ilustrações;
·Uso de tabelas e quadros;
·Mapas, gráficos, diagramas, fluxogramas e organogramas;
·Fotos e caixas de texto.

REDAÇÃO DE ATOS OFICIAIS
·Ofícios;
·Resoluções e instruções normativas;
·Portarias;
·Endereçamentos;
·Vocativos;
·Uso do hífen nos cargos públicos;

FATOS GRAMATICAIS
·A nova reforma ortográfica: o que mudou e o que permanece.
·Concordância nominal e verbal;
·Emprego dos pronomes relativo e demonstrativo;
·O uso do bom e do mau gerúndio;
·A pontuação no texto contemporâneo: critérios sintáticos e melódicos, a vírgula na separação e no
deslocamento de termos, o uso das aspas, do ponto e vírgula, do travessão e dos dois-pontos.

 

Programação

12 a 14 de Junho de 2017
Credenciamento: 8h
Horário: 8h30 às 17h30
Carga horária: 20horas
Investimento: R$ 2.980,00

(Incluso: Material didático (pasta, apostila, caneta e bloco de anotações) |  Coffee break | Café e água permanente | Certificado de participação)

Forma de pagamento: Depósito bancário identificado antes da realização do evento nas contas: Itaú AG. 0935 | C/C. 74821-0 ou Banco do Brasil, AG. 2971-8 | C/C. 99805-2, nominal a Conexxões Educação.

Para órgãos públicos, as notas de empenho deverão ser encaminhadas antes do evento, através de e-mail ou fax, A/C: Setor Financeiro. Não será devolvida a quantia paga no caso de cancelamento de inscrição. Serão aceitas as substituições. O não comparecimento ao evento não dará direito a reembolso.

Após a confirmação do curso, e mesmo antes que tal fato ocorra, a Conexxões Educação reserva-se ao direito de adiar, cancelar o curso ou substituir o Instrutor, quando ocorrerem fatores externos que impeçam sua efetivação ou por falta de quórum. Desta forma, não se aplica a Conexxões o pagamento de multas.

Localização

Local do Evento

Brasília

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